Seminário com o Dr. Adão Nonato de Oliveira (Psicólogo e psicanalista, advogado, professor de oratória e comunicação verbal, fundador do Instituto Fraternal de Laborterapia e apresentador da Rádio Boa Nova).
Realizada no dia 12 de março, a palestra ministrada em nossa casa contou com a participação de espíritas de vários Centros de nossa região.
Sob a orientação do psicólogo Adão Nonato de Oliveira e sua equipe formada por mais 4 pessoas, o encontro teve por tema o livro "Aconteceu na Casa Espírita" e nos incitou a refletir acerca do trabalho que vem sendo realizado pelos servidores espíritas, em suas instituições. Mais do que isso, o estudo atento do tema sugerido leva-nos a concluir que seja na Casa Espírita, na empresa em que atuamos como empregados ou na família, onde quer que tenhamos duas ou mais pessoas envolvidas na realização de uma tarefa em comum, aí teremos a oportunidade de progresso ou estagnação coletiva, a depender da ação de nossas imperfeições e resistências individuais.
O livro narra a tentativa de infiltração de uma coletividade de Espíritos malfeitores, numa Casa Espírita, com o objetivo de desagregar forças e destruir o serviço do Bem, ali executado.
Quando pensamos na Casa Espírita e diante das informações que nos chegam através de livros sérios sobre o assunto, automaticamente deduzimos que tanto nas suas imediações físicas quanto espirituais, podemos desfrutar de uma proteção "reforçada", já que aí se realizam serviços voltados para o Bem. No entanto, lembremos que a maior estrutura de uma Casa Espírita, assim como de qualquer organização humana, é exatamente aquela formada pelas pessoas; trabalhadores comuns, voluntários de uma causa cujo objetivo maior é socorrer aos necessitados e elevar o ser humano. E é sobre essa estrutura humana, que nossos irmãos menos afortunados decidem agir vigorosamente, aproveitando-se das "brechas" cavadas pelo enfraquecimento moral de seus trabalhadores ou de pessoas de suas relações. Portanto, desde já, fica claro que o "orai e vigiai" ensinado por Jesus, faz-se mais do que útil: é necessário, vital mesmo como hábito de higiene mental.
Partindo da idéia de que somos responsáveis por nossos pensamentos, palavras e ações, torna-se compreensível que qualquer tentativa de ação de um outro Espírito sobre nossas reais intenções, só é possível por meio do descaso, descuido ou da negligência com que lidamos com essas manifestações do nosso próprio Espírito. Todos gozamos do livre arbítrio para agirmos, porém ficamos, ao mesmo tempo, ligados às conseqüências dessa ação que são prolongadas no tempo e no espaço, de acordo com a orientação boa ou má que damos a ela. Tenhamos em mente que frente aos desafios propostos pela vida, Deus está e permanece no controle. Por isso, cada expiação ou prova traz em si, uma nova oportunidade de testemunharmos o desenvolvimento de nossa consciência (que nada mais é do que o conhecimento aprendido e acreditado, através de nossa fé aplicada).
Assim, concentremos nossa disposição individual para fortificarmos nossa autoridade moral e nosso ânimo de fraternidade, em benefício da coletividade a que nos filiamos.
Diretoria do Grupo Espírita União Fraterna.