Lei de causa e efeito

O Criador concede a seus filhos arbítrio, ou seja, a liberdade de agirem como bem entenderem. Porém, todas essas ações estão sujeitas a uma lei natural de justiça, chamada de "causa e efeito", "ação e reação" ou "plantio e colheita". É por meio desta lei que somos responsáveis por tudo quanto fazemos ao próximo ou ao nosso próprio Espírito.

Livre é a semeadura das atitudes, porém, obrigatória é a colheita de suas conseqüências. Uma má ação, que prejudique o próximo ou a nós mesmos, resultará numa reação contrária de igual intensidade. Esta é uma maneira sábia da Lei ensinar a não repetirmos o erro. A Lei não castiga, mas corrige.

O princípio de causa e efeito não foi criado pelo Espiritismo. Ele é uma das leis da Física promulgada pelo cientista Issac Newton, que tem o seguinte enunciado: "A toda ação realizada num determinado sentido, corresponderá uma reação de mesma intensidade e direção oposta".

Muitos sofrimentos de pessoas ou povos que se observam na atualidade, são perfeitamente explicados pelo mecanismo da ação e reação da Lei de Deus. Obras más, de encarnações passadas neste ou noutros mundos, provocam colheitas desagradáveis na presente existência. Do mesmo modo, se o Bem for objeto de preocupação das criaturas, o futuro guardará para elas uma situação de paz, satisfação e felicidade.

A dor moral ou física deve ser encarada sem revoltas, pois geralmente são resgates ou provas necessárias ao adiantamento do Espírito. A aceitação das próprias dores produz alívio moral e ajuda na solução definitiva do problema. Só o esclarecimento pode retirar o homem do estado de revolta diante do sofrimento. A fé raciocinada é seguro escudo nas aflições pelas quais necessitamos passar.

De posse deste conhecimento corretivo da Lei, nós, seres humanos, devemos nos empenhar em ações de justiça e de benemerência para com o próximo, estimulando assim a Lei Divina em favor de nós mesmos.

"Porém os males mais numerosos são aqueles que o homem criou para si, por seus próprios vícios, aqueles que provêm de seu orgulho, de seu egoísmo, de sua ambição, de sua cobiça, de seus excessos em todas as coisas; aí está a causa das guerras e das calamidades que elas geram, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo mais forte, enfim, da maior parte das moléstias." (Allan Kardec em "A Gênese", Cap. III, Item 6).

Fonte : Diretoria do Grupo Espírita União Fraterna, no Boletim Informativo de Novembro de 2005 (Edição Número 67).