Para sofrer suas experiências no mundo material, o Espírito se une a um corpo carnal, através do perispírito que lhe serve de elo. O corpo funciona como um instrumento de trabalho para a criatura. É movido por uma espécie de força motriz, derivada do "fluido vital".
A morte é a desorganização do corpo carnal. À medida que envelhece, ele desgasta-se materialmente. Quando ocorre a morte física há o conseqüente desligamento entre o perispírito e o corpo orgânico. Esse desprendimento faz com que a entidade retorne ao plano espiritual, que é a sua verdadeira pátria. No Espiritismo, a morte é denominada "desencarnação".
Logo depois da morte do corpo carnal, o Espírito fica mais ou menos confuso quanto ao seu novo estado. Esta situação chama-se "perturbação", e vai cessando gradualmente, variando em termos de tempo de acordo com o nível evolutivo do Espírito.
Aos poucos, o desencarnado vai tomando consciência de sua nova condição de Espírito livre e sua mente vai se adaptando à dimensão espiritual. Com essa melhoria, começa a compreender o estado de liberdade e anseia pelo progresso. Alguns Espíritos desencarnados ficam em estado de perturbação por muito tempo. A perturbação é um estado psíquico transitório que pode durar de alguns minutos a anos.
Mais informações:
- O Livro dos Espíritos - livro segundo, capítulo VI, questões de 223 a 329;
- A Gênese - capítulos X e XI (gênese orgânica e gênese espiritual);
- O Evangelho segundo o Espiritismo - capítulo 28, 4 (preces pelos desencarnados);
- O Céu e o Inferno - segunda parte, capítulo I (O passamento).
Fonte : Diretoria do Grupo Espírita União Fraterna, no Boletim Informativo de Janeiro de 2006 (Edição Número 69).