"Há obsessores terríveis do homem, denominados "orgulho", "vaidade", "preguiça", "avareza", "ignorância", ou "má-vontade", e convém examinar se não se é vítima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus. Contra esses elementos destruidores, faz-se preciso um novo gênero de preces, que se constitui de trabalho, fé, esforço e boa-vontade." (Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier no livro "Consolador").
"Quando o Espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa donde saí. E, chegando, acha-a varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro." (Lucas, Cap. 11; Versículos 24 a 26).
A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados. Para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos:
a) Conscientização: Deve-se conscientizar o paciente da situação de enfermo em que se encontra, para que, com sua força de vontade, possa ajudar-se na cura. Nenhum tratamento surtirá efeito se não contar com a vontade de quem precisa dele.
b) Reeducação: é preciso orientar o assistido sobre a necessidade de melhoria de sua conduta na vida diária. Que se esforce para evitar os vícios mais grosseiros e que procure controlar suas más tendências. Sem essa mudança de postura e de visão, dificilmente ficará livre das más influências, que predispõem aos processos obsessivos. Importante lembrar que os bons exemplos vindos de quem ministra a instrução é uma das grandes armas na luta contra a obsessão.
c) Evangelização: Enfatizar sempre ao enfermo a necessidade de observar os ensinos morais do Evangelho de Jesus, roteiro seguro para libertação dos males do Espírito. Orientar a necessidade da freqüência regular à Casa Espírita, até que sua enfermidade seja curada ou esteja sob controle. Estimular o hábito da prece, o mais poderoso auxílio no tratamento de obsedados.
d) Intercâmbio Espiritual: Orientar moralmente o Espírito obsessor nas reuniões mediúnicas, evocando-o em médiuns preparados para esta tarefa, aconselhando-o a seguir outro caminho que não o da vingança, da mentira ou dos prazeres inferiores. Este trabalho de esclarecimento deve ser feito por pessoas com experiência e conhecimento da ciência espírita, a fim de atingir os resultados esperados.
e) Reequilíbrio Familiar: Sempre que possível, a equipe responsável pelo tratamento do enfermo deverá orientar moralmente sua família que, em muitos casos, está envolvida direta ou indiretamente na problemática obsessiva. Além disso, o apoio e a compreensão dos familiares no processo de cura desta grave enfermidade espiritual são fundamentais.
f) Tratamento Médico: Nos casos em que o processo obsessivo apresentar-se com grave comprometimento psíquico, o paciente deverá receber assistência de um profissional habilitado, que lhe despenderá os cuidados necessários. É importante enfatizar que não podemos interferir nas prescrições médicas, tampouco suspender medicamentos por conta própria.
g) Ascendência Moral: Para se conseguir bons resultados nas tarefas de desobsessão, é preciso que a equipe de atendimento tenha ascendência moral sobre o Espírito obsessor e isso só é possível cultivando uma vida moral sadia. O falar sem exemplificação transforma-se em letra morta. Jesus expulsava os maus Espíritos apenas com o uso de sua autoridade moral. Disse que poderíamos fazer o mesmo.
"Reconhe-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações." ( Allan Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. XVII, item 4).
Fonte : Diretoria do Grupo Espírita União Fraterna, no Boletim Informativo de Agosto de 2005 (Edição Número 64).