Características da obsessão

A Obsessão apresenta características que pode situá-la no grau de gravidade que lhe é própria. Há três graus de gravidade: Obsessão Simples, Fascinação e Subjugação.

a) Obsessão Simples: é um tipo de influência que, de forma sutil, constrange a pessoa a praticar atos ou ter pensamentos diferentes do que geralmente possui. O obsedado, às vezes, nem percebe o que lhe está ocorrendo. Em outras, têm consciência da influência daninha, mas não consegue se livrar dela. Este tipo de obsessão é muito comum e pode agravar-se, dependendo da natureza do Espírito atrasado envolvido e das disposições do paciente.

b) Fascinação: Allan Kardec disse, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que a fascinação é o pior tipo de obsessão. Trata-se de uma ilusão provocada por um Espírito hipócrita que domina a mente do paciente, distorcendo seu senso de realidade. O Espírito obsessor planeja muito bem seu intento destrutivo e busca envolver o indivíduo em artimanhas mentais bem preparadas.

As portas de entrada para a fascinação, como sempre, são as falhas morais. É no orgulho de sua vítima que o Espírito hipócrita encontra o alimento para fascinar-lhe a personalidade. Para conseguir seu domínio, a entidade maldosa exalta a vaidade do obsedado, fazendo-o sentir-se infalível e autoconfiante. A ilusão é tamanha que o fascinado adquire uma grandiosa cegueira, o que não lhe permite perceber o ridículo de certas ações que pratica. Doutrinas absurdas, idéias contraditórias, teorias impraticáveis podem ser oriundas da ação de médiuns ostensivos ou não, que estão sob o império da fascinação.

A pessoa fascinada dificilmente aceita sua condição de enferma, o que dificulta a cura do processo obsessivo. Geralmente se aborrece com as críticas e com as pessoas que não participam de sua admiração e afasta-se de quem quer que possa abrir-lhe os olhos. Do simples e ignorante, ao intelecutal e letrado, todos podem ser vítimas da fascinação.

c) Subjugação: a subjugação pode ser moral ou corpórea. No caso moral, o Espírito obsessor adquire forte domínio sobre o psiquismo do indivíduo, levando-o a tomar decisões contrárias ao seu desejo. Na fascinação há uma ilusão. Na subjugação, o paciente tem consciência do que lhe acontece. Na subjugação corpórea, além de exercer o domínio psíquico, o obsessor atinge a parte fluídica perispiritual do doente. Domina seu corpo físico e, às vezes, numa crise semelhante à epilepsia, atira-o ao chão. Como o obsedado fica quase sempre sem as energias necessárias para dominar ou repelir o mau Espírito, carece da intervenção de uma terceira pessoa com ascendência moral sobre ele, para auxiliá-lo a sair da difícil situação.

Situações Obsessivas

As obsessões, de um modo geral, não apresentam gravidade. São fáceis de serem tratadas pela metodologia espírita. Só em um pequeno número de casos há fatores que facilitam a degeneração do processo, culminando na fascinação ou subjugação. Em quase todos os processos obsessivos existem duas partes envolvidas. Só na auto-obsessão, o indivíduo atormenta-se a si mesmo. Assim, podemos ter os seguintes casos de situação obsessiva: a) de desencarnado para encarnado; b) de encarnado para desencarnado; c) de desencarnado para desencarnado; d) de encarnado para encarnado; e) obsessão recíproca; e, f) auto-obsessão.

Fonte : Diretoria do Grupo Espírita União Fraterna, no Boletim Informativo de Julho de 2005 (Edição Número 63).